Águas da transposição já movimentam o turismo e a economia na Região Metropolitana de Cajazeiras

Rios Piranhas e do Peixe perenizados atraem banhistas ao Boqueirão de Piranhas e a balneários; setor pede que a água chegue a Lagoa do Arroz e Capivara

As águas da transposição do Rio São Francisco já alteram a realidade econômica da Região Metropolitana de Cajazeiras, em um período de poucas chuvas e altas temperaturas. Com os rios Piranhas e do Peixe perenizados, balneários recebem grande número de pessoas nos fins de semana para lazer, banho e consumo de bebidas, peixe e aperitivos.

Segundo o jornal Gazeta do Alto Piranhas, o movimento é mais intenso no açude Engenheiro Avidos, o Boqueirão de Piranhas e em balneários às margens do Rio Piranhas, que provavelmente estariam fechados sem a água, pois o rio estaria seco. A barragem da Boa Vista, em São José de Piranhas, cheia pelas chuvas e pela transposição, também é usada para lazer.

A água sustenta ainda a produção agrícola por irrigação, inclusive em Gravatá, em São João do Rio do Peixe, e Várzea da Ema, em Santa Helena. Em Cajazeiras, ela corre pelo Rio Patamuté, passa pelo açude Santo Antônio e segue ao Rio do Peixe, que desemboca em Sousa, abastecendo dezenas de comunidades rurais e pequenos projetos de irrigação. O Rio Tamanduá, afluente do Piranhas, também está perenizado e beneficia comunidades de São José de Piranhas.

A luta agora é para que as águas cheguem também às barragens de Coremas, Lagoa do Arroz, em Cajazeiras, e Capivara, em Uiraúna, ampliando a segurança hídrica e a economia local. Com a conclusão da obra, espera-se fortalecer a irrigação e a pesca. Persiste ainda a reclamação de que o Engenheiro Avidos não pode ser apenas passagem de água para São Gonçalo, em Sousa, e para o Rio Grande do Norte.

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