Especialista lamentou impasse regimental e falta de deliberação sobre investigações no Supremo
O advogado e professor João de Deus Quirino Filho criticou duramente o desfecho da sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) realizada na terça-feira (15). O julgamento, que visava analisar a abertura de procedimento investigatório referente ao ministro Alexandre de Moraes e a apensação do caso do ministro André Mendonça, acabou suspenso após oito horas de debates devido a uma questão preliminar do decano Gilmar Mendes e a um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Em entrevista ao programa Olho Vivo, da TV e Rede Diário, o jurista expressou forte indignação com a postura dos ministros e apontou omissão da presidência exercida pelo ministro Edson Fachin no controle da pauta. Para o advogado, o clima de tensão e as acusações pessoais trocadas no Plenário causaram um impacto altamente negativo no cenário institucional e na imagem do Judiciário brasileiro.
Ao avaliar o encerramento dos trabalhos sem análise do mérito, João de Deus lamentou que o objetivo principal da convocação tenha sido esvaziado por manobras regimentais: “Esse clima de tristeza, frustração, espanto e qualquer outro sentimento negativo é meu e acredito que seja da grande parte da população brasileira por tudo aquilo que nós assistimos na última terça-feira. […] Ficamos vendo uma sessão que se passou o dia todo tratando e cuidando de questões preliminares e não foi ao mérito.”