Acordos

Chico Mendes – Muitas são as especulações sobre as razões que levaram o deputado estadual Chico Mendes (PSB), com perspectivas amplas de ser reeleito, de aceitar o convite de João Azevedo para ser o seu primeiro suplente.

Chico Mendes – Antes de aceitar, sabiamente consultou todas as suas bases, já articulando o nome de sua esposa, Nil Brás, como sua substituta na disputada para uma vaga para a Assembleia da Paraíba. Muito embora, tenha havido algumas reações, depois de tudo consolidado, eis que Chico, para a maioria dos seus aliados, teria dado um “golpe” de mestre

Chico Mendes – Muitos aliados de Chico acreditam piamente que Nil Brás será mais votada, em Cajazeiras, do que seu esposo, pois tem outra maneira de lidar com o eleitor e suas características são complemente diferentes, dentre elas a humildade, é solidária, muito humana, sabe ouvir, aceita opiniões e não impõe suas idéias.

Carlos Antonio – O ex-prefeito, Carlos Antonio, já declarou que não votará em João Azevedo, por causa de Chico Mendes, pois o mesmo há algum tempo, teria dado uma “rasteira”, retirando dele e de membros de sua família e de aliados de cargos no estado. Teria chegado o momento do troco.

Acendendo o fogo – O deputado Júnior Araújo (PP) e a prefeita de Cajazeiras, Corrinha Delfino, fizeram o primeiro “esquenta” da campanha, reunindo a militância, numa casa de show, na Avenida José Donato Braga, na última quarta-feira, 12, quando também apresentou sua chapa: Lucas, João e Nabor, conseqüentemente ou indiretamente pediram votos para Chico Mendes (?).

Acendendo o fogo – Os aliados de Júnior Araújo amanheceram o dia vibrando com o discurso da prefeita Corrinha Delfino, que teria sido de “arrepiar os cabelos”, de tão forte que foi.

Acendendo o fogo – A militância, além de ficar muito alegre, já estaria cobrando outro evento, depois do dia 16 de agosto, quando será liberado pela justiça eleitoral os comícios nas ruas.

Juntando a lenha – Quem está juntando a lenha para fazer um grande fogo é o candidato a suplente de senador de João Azevedo, Chico Mendes. “Vou botar pra escangalhar”, teria dito ele, além de acrescentar: vamos fazer uma bela festa para Nil Brás, incluindo a presença de toda chapa majoritária do estado. Esta “brincadeira” vai ser boa demais.  

Conseqüências – Ainda não se tem a mínima idéia do que poderá acontecer, em dias futuros, desta ida de Chico Mendes, para a chapa majoritária do estado. Antes já havia várias perguntas sem respostas, a partir de agora é que o negócio ficou mais difícil ainda.     

Acordos – Várias são as hipóteses da ida de Chico Mendes para o primeiro suplente de João Azevedo: Lula sendo eleito ocuparia um ministério; dentro de dois anos João disputaria a prefeitura da capital; disputaria em quatro anos o governo do estado ou simplesmente se afastaria por um determinado tempo para dar lugar a Chico.

Acordos – Temos alguns exemplos na História Política de Cajazeiras: Otacílio Jurema que foi suplente chegou a assumir o senado; Bosco Barreto foi o responsável direto pela eleição de Humberto Lucena, mas não teve, nos oito anos, um dia sequer como compensação; Deca do Atacadão chegou a assumir o senado, no lugar de Cássio e Raimundo Lira foi abençoado com um mandato de quatro anos na vaga de Vital do Rego, que assumiu o Tribunal de Contas da União.

No Bar da Graxa – O Filósofo do Bar da Graxa, que se excedeu nas palavras na semana passada, foi econômico, no seu primeiro dia de excessiva melancolia: “Quem quer saber de todas as coisas acaba mais ou menos em tudo”. Depois fez silêncio e tomou muitas, com tira gosto de caju.

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