Os nossos projetos e seus encaminhamentos possíveis

Meus caros e raros. Há muito pouco tempo, está havendo uma pequena movimentação sobre os encaminhamentos dos projetos que têm o condão de fazer com que as obras possam retirar nossa Cajazeiras do relativo atraso em que se encontra em relação ao restante das cidades de nosso estado. Decerto, um vídeo exibido há pouco nas redes sociais nos coloca no oitavo lugar em termos de PIB entre as cidades do nosso estado. Podemos ter a relativa consolação de que nossa cidade-irmã, Sousa, detém a nona posição nesse ranking, mas fica bem abaixo de Santa Rita ou até da minúscula Bayeux.

Isso posto, e como temos alguns membros de nossa cidade com mais de dois neurônios, tenta-se articular alguns projetos, mas ainda de uma maneira muito descoordenada. Temos o exemplo da Reitoria da possível Universidade Federal do Sertão: temos como candidatas as cidades de Cajazeiras, Sousa e Patos. Com uma enorme diferença: o Presidente da Câmara dos Deputados é Hugo Motta, natural de Patos, que, naturalmente, vai, como foi no caso do IF, levar a direção dessa instituição para sua cidade. O questionamento seria para quem nós deveríamos apelar. Lula também vai querer os votos daquela cidade. O Presidente do Senado é do Amapá e não tem nenhum interesse numa disputa paroquial na Paraíba. Agora, se nós fôssemos até Motta e déssemos a ideia de um ramal ferroviário da Transnordestina para o nosso estado, que beneficiaria todas as nossas cidades, inclusive a dele, seria muito mais plausível sermos ouvidos e até articularmos com todos os representantes de nosso estado, qualquer que seja a corrente ideológica.

Desde os estudos nos tempos do Império, foi descoberta uma jazida de minério de ferro que começa no Bartolomeu, atravessa a PB-400 e vai em busca da Serra de Boqueirão. Quando eu era muito pequeno, ia ao Sítio Coxos e trazia umas pedras pretas/avermelhadas às quais um ímã se prendia em algumas delas. Era o minério de ferro.

Soube, depois, que os chineses registraram essa área como reserva mineral, mas, passados vinte anos, nunca a exploraram. Depois soube que eles estão (ou estiveram) explorando uma jazida de rocha calcária do outro lado da serra. Perderam a concessão, mas, segundo soube, foi porque era muito caro o transporte desse minério até um porto ou uma ferrovia, encarecendo-o a ponto de inviabilizar o transporte desse material, dada a pouca concentração de ferro. Mas, se houvesse um ramal ferroviário próximo, esse transporte seria viável, pois o minério, tanto de Carajás quanto de Minas Gerais, vai aos portos do Espírito Santo e do Maranhão por ferrovias. Não tenho, porém, certeza da viabilidade no nosso caso. No caso do petróleo de Sousa, a Petrobras fez suas perfurações e não quis explorar.

Mas um ramal ferroviário iria viabilizar que os grãos do Centro-Oeste chegassem às nossas cidades a um preço muito baixo. O caroço de algodão, por exemplo, cujo frete de Luís Eduardo (no Cerrado baiano) custa o mesmo que o próprio produto. A torta de caroço de algodão de lá é que mantém as nossas bacias leiteiras, fornecendo leite para os laticínios de Sousa e para a merenda escolar de nossa região.

Ainda temos o Museu Arqueológico, o novo Fórum e o segundo maior aeroporto da Paraíba para ser homologado para jatos comerciais. Tudo isso pode ter seu encaminhamento encampado por toda a nossa sociedade, em vez de se ocuparem com pequenos projetos pessoais.

Temos que pensar nossa cidade e não esperar que as benesses caiam do céu, pois elas não cairão!!! Quem pode cair é Cajazeiras no ranking do PIB paraibano…

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  1. Excelente comentário, os Cajazeiras e Região perderam aquele espírito de Luta de quando lutamos pelo curso de medicina.

  2. Excelente comentário, Cajazeiras e Região perderam aquele espírito de Luta de quando lutamos pelo curso de medicina.

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