Cajazeirense e suas quatro namoradas


Eu nunca fui namorador, talvez porque pensava em estudar e, somente depois que começasse a trabalhar, aí, sim, pensaria em namorar. E foi justamente quando comecei a trabalhar na Rádio Alto Piranhas, em 1971. Eu estudava no Colégio Estadual, no período da tarde, e até poderia me engraçar por alguma garota que ali estudasse.

A primeira, uma cajazeirense. Ela estudava no Colégio Estadual, só que no horário da manhã. Poucos dias depois do início do namoro, ela desfez o relacionamento. O motivo? Não lembro. Meses depois, comecei a trabalhar na Rádio Alto Piranhas e, certo dia, ela apareceu por lá junto com uma amiga dela, que namorava meu colega da rádio, Johnson Vilante. A colega dela era Verinha, filha do Dr. João Izidro, e minha pretendida era Nilvanda. Naquela época, nas cidades do interior, “radialista tinha cartaz, tinha prestígio”, como diziam, era bem visto. Depois, ela quis reatar, mas eu não aceitei.

A segunda, Mércia, uma goiana. Foi aqui em Brasília. Ela trabalhava em um shopping, sendo que o namoro durou pouco tempo, mais ou menos um mês. Depois, ela voltou a morar em sua cidade, Goiânia (GO). Eu trabalhava na CEB – Companhia de Eletricidade de Brasília.

A terceira, Helena, uma maranhense. Ela, recém-chegada a Brasília, era cunhada de um colega meu de serviço no IBGE. Ele me apresentou a ela e, após quase seis meses de namoro, ela voltou para sua cidade, no interior do Maranhão, porque os pais dela, idosos e sozinhos, precisavam de sua presença.

A quarta, uma cearense. Ela morou e estudou em Cajazeiras e, cinco meses após sua chegada aqui, em 1979, por acaso, um dia a encontrei. Até os dias de hoje, eu e Iracema estamos juntos há 45 anos. Eu trabalhava na Varig.

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