A primeira música que foi ao ar, no dia 1º de julho de 1966, foi Luar do Sertão, de Catulo da Paixão Cearense, cantada por Luís Gonzaga:
“Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão”
Oh! que saudade do luar da minha terra
Lá na serra branquejando folhas secas pelo chão
Este luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade do luar lá do sertão
Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão
Se a lua nasce por detrás da verde mata
Mais parece um sol de prata prateando a solidão
E a gente pega na viola que ponteia
E a canção é a Lua Cheia a nos nascer do coração
Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão
Mas como é lindo ver depois pro entre o mato
Deslizar calmo regato transparente como um véu
No leito azul das suas águas murmurando
E por sua vez roubando as estrelas lá do céu
Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão
Desde então, com este belíssimo hino do cancioneiro popular, que exalta as belezas e tristezas do nosso sofrido sertão, esta emissora, que tinha como princípio fundamental evangelizar e educar, se tornou também uma voz em defesa das grandes causas da Região do Alto Piranhas e se alicerçou historicamente como um patrimônio da cidade de Cajazeiras.
Quais as lutas e bandeiras que esta cidade enfrentou que a Rádio Alto Piranhas não tenha se envolvido de corpo e alma?
Ao longo destas seis décadas construiu um legado de amor e de muitas alegrias ao exaltar a cultura regional, a música popular sertaneja, com um jornalismo imparcial e dando voz a quem nunca a ela teve direito.
A Rádio do Povo continua sendo uma voz altiva e com muito crédito nos sertões do nordeste.