Existe insegurança alimentar em Cajazeiras?

O Brasil se mantém fora do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU), mas municípios como Cajazeiras, na Paraíba, ainda lidam com desafios locais de insegurança alimentar e dependência de programas de transferência de renda.

O relatório global mais recente da FAO/ONU aponta que o Brasil manteve o percentual de subnutrição abaixo de 2,5%, garantindo a permanência do país fora do Mapa da Fome no triênio analisado.

Dados do IBGE indicam quedas expressivas na insegurança alimentar no estado, embora os índices regionais ainda exijam atenção contínua em políticas públicas de assistência social.

Com relação aos programas sociais, o município de Cajazeiras registra milhares de famílias atendidas por programas federais de auxílio de renda e benefícios complementares (como o Vale Gás) para garantir o acesso a itens básicos de alimentação.

A prefeitura e órgãos federais promovem capacitações voltadas para a agricultura familiar e produção sustentável de alimentos na região para mitigar vulnerabilidades locais.

Mas, quais seriam as possíveis soluções para a “insegurança alimentar”, já que é um problema não apenas social, mas econômico e sanitário? Estudos indicam que ela perpassa pelas esferas públicas e privadas e contam ainda com ações que podem ser efetuadas em escala individual e coletiva, dentre essas soluções, estão: ampliação de políticas públicas voltadas para a erradicação da pobreza, tendo como prioridade uma melhor distribuição de renda; incentivo à agricultura familiar, bem como ao pequeno e médio produtor, cujos produtos teriam como prioridade o mercado interno; controle do desperdício de alimentos; desenvolvimento de uma agricultura sustentável; uma educação alimentar e nutricional e melhoras na qualidade e ampliação da alimentação escolar.

Precisamos detectar até que ponto, em Cajazeiras, tem mais de 40 mil pessoas em estado de “insegurança alimentar”. Essa estatística seria real, ou estaria havendo “fraude” na inclusão de pessoas nos programas sociais do governo federal?

No meio de tanta miséria é difícil impor critérios da partilha, da distribuição de renda e em muitas regiões consagra-se a fraude quase com uma regra, aonde muitos espertalhões chegam até fazer festas com o dinheiro de programas sociais, em detrimento da possibilidade de minorar a fome das levas de miseráveis que circundam as periferias de muitas cidades, principalmente as do Nordeste.

Por mais incrível que pareça, se uma pessoa possui o bolsa família, consegue abrir um crediário na bodega da rua em que mora, afinal nem todos têm o privilégio de receber 600 reais por mês.

Mas a verdadeira distribuição da renda da nação só é feita com dignidade pelo processo produtivo, com o trabalho, com o suor do rosto e não como uma esmola, uma dádiva. Emprego e trabalho: isto sim é que dar dignidade aos que estão situados na linha de pobreza.

Até quando vamos continuar alimentando os grotões de miséria com bolsa família?

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