Paralisação dos bancários afeta clientes que necessitam de serviços presenciais e apoio dos gerentes no estabelecimento
O atendimento presencial na agência da Caixa Econômica Federal de Cajazeiras segue suspenso em virtude da greve da categoria, iniciada em 10 de setembro. A paralisação já ultrapassa 15 dias e deixa disponíveis apenas os terminais de autoatendimento nos caixas eletrônicos e orientações presenciais básicas. Na última segunda-feira (21), os trabalhadores rejeitaram em assembleia virtual uma nova proposta do banco, mantendo o impasse, sobretudo quanto às regras do plano de saúde.
A continuidade do movimento paredista vem causando transtornos aos usuários que necessitam de serviços executados exclusivamente de forma presencial, a exemplo de abertura de contas, liberação de saques específicos e resolução de pendências com gerentes. O impacto é sentido de forma mais intensa no comércio e na circulação do Centro da cidade neste período de encerramento do mês.
Clientes relataram ao Diário do Sertão apreensão diante da falta de previsão para a retomada das atividades normais na agência. Em depoimento, a usuária Auricleia de Sousa reconheceu as pautas da categoria, mas lamentou os reflexos no cotidiano da população: “Eu sei que, com relação aos bancários, é um direito deles reivindicarem dessa forma, mas infelizmente acaba prejudicando a população, ainda mais porque temos pendências a serem resolvidas no banco e só aqui pessoalmente é que poderíamos resolver.” De forma direta, a cliente Arlene Roseno concluiu: “A greve quebra as pernas da pessoa.”