Baldo do Açude Grande de Cajazeiras (1)

Rua Felismino Coelho, no trecho de frente para o baldo do Açude Grande, época em que não existiam o Clube 1º de Maio nem as outras três casas, que foram construídas ao lado desse clube tempos depois.

A “passarela” era um dos pontos turísticos da cidade, com os bancos direcionados para as pessoas se sentarem e ficarem de frente para o “pôr do sol”, a partir das 17 horas, e apreciarem, ainda, os raios do sol que surgiam por cima das serras na saída para o Ceará. Ao lado dos bancos, havia postes de luz para iluminar as noites quentes da cidade e permitir que os casais de namorados fossem ver a lua. Esses casais, possivelmente, tempos depois, foram para a “lua de mel”. Vê-se a sombra do banco à direita, o que quer dizer que a foto foi batida no horário da tarde, talvez por volta das 16 horas.

Pessoas buscavam água aqui. Naquela época, a cidade não tinha abastecimento de água e, sendo assim, as pessoas pegavam água no trecho onde hoje está localizada a Praça do Leblon e sua extensão. Com latas e galões, elas retiravam o precioso para as necessidades domésticas. Havia, ainda, senhores que retiravam a água com as ancoretas e utilizavam os jumentos para o transporte.

Na época em que esta foto foi batida, o Cajazeiras Tênis Clube já existia, porque foi inaugurado em 8 de maio de 1945. Posteriormente, em fusão com o Excelsior Clube, deu origem ao atual Cajazeiras Tênis Clube.

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