Hospital Regional de Cajazeiras implanta equipe de doação de órgãos e amplia captação no interior da PB

Profissionais da e-DOT explicam protocolo de morte encefálica e defendem diálogo com a família sobre a doação

A implementação da Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes (e-DOT) no Hospital Regional de Cajazeiras (HRC) marca um passo na descentralização da captação de órgãos na Paraíba. A iniciativa leva a atuação da Central de Transplantes ao interior, perto de vítimas de graves traumas intracranianos, muitas vezes decorrentes de acidentes na região.

Em entrevista ao programa Olho Vivo, da TV Diário do Sertão, a médica intensivista Thays Gomes explicou que a morte encefálica é diagnosticada por um protocolo completo, com vários profissionais. “Morte encefálica, de fato, é morte”, afirmou, diferenciando o quadro do coma. Ela também esclareceu que o transplante segue uma lista de prioridades, e não uma fila por ordem de chegada.

A enfermeira Elis Bezerra disse que o primeiro desafio é a mudança cultural: “O primeiro trabalho da e-DOT é a fala, é falar sobre doação de órgãos”. A assistente social Paula Frassinetti lembrou que a lei exige autorização da família, por isso é essencial comunicar o desejo de ser doador em vida.

Com a equipe, o HRC poderá realizar acolhimento, protocolo diagnóstico e captação de órgãos e tecidos, como rins, coração e córneas.

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