GAECO contesta declarações de Ricardo Coutinho e defende legalidade da Operação Calvário

Em nota, órgão do MPPB afirma que investigações se basearam em diversas provas e que decisão do STF não anulou todo o conjunto probatório

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), divulgou nesta segunda-feira (19) uma nota para contestar declarações do ex-governador e deputado federal eleito Ricardo Coutinho, feitas em 15 de outubro. O órgão defende a legalidade da atuação na Operação Calvário.

Segundo o GAECO, a operação teve origem em investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro, com apoio do grupo paraibano a partir de dezembro de 2018. Sobre o episódio da “caixa de bebida”, afirma que o fato já era apurado antes dos acordos de colaboração premiada, firmados em 5 de setembro de 2019 e homologados pelo STJ em 27 do mesmo mês, com base em interceptações, imagens de hotel e dados de telefonia.

O órgão sustenta que a apuração não se limitou aos depoimentos dos colaboradores, e incluiu gravações, documentos, registros financeiros, contratos e perícias, o que resultou em denúncias contra Coutinho em 15 casos. Cita ainda o Laudo nº 150/2020, da Polícia Federal, que não identificou adulteração intencional nos trechos examinados.

Sobre a decisão do STF de janeiro de 2026, que trancou a acusação de organização criminosa apenas em relação a Coutinho, o GAECO afirma que ela não anulou as demais provas nem encerrou os outros processos. Em setembro, o relator negou pedidos de extensão feitos por corréus.

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