A adequação às exigências ambientais deixou de ser uma opção burocrática para se tornar item de sobrevivência financeira no campo. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cajazeiras, Rildo Soares, reforçou a necessidade de os agricultores locais realizarem o manejo e a chamada “broca” da terra estritamente dentro da legalidade. A recomendação visa proteger o produtor contra sanções severas aplicadas por órgãos de fiscalização como Ibama e Sudema, que podem inviabilizar a atividade agrícola com penalidades financeiras pesadas.
O processo de licenciamento exige acompanhamento técnico especializado para garantir a preservação de áreas sensíveis, como margens de açudes e reservas legais. Segundo Rildo, o sindicato encaminha os produtores ao engenheiro Tibério Silva para a elaboração dos projetos. “Você vai evitar uma multa de até 89 mil reais”, destacou o sindicalista. Além disso, a regularização abrange a licença de remanejamento, necessária para comercializar insumos da propriedade. “É para a propriedade render dinheiro, mas tem que ter o projeto para, quando as caçambas vierem carregadas, ter a licença”, concluiu.