Sou torcedor do Vasco da Gama desde 1964, quando tinha 13 anos. Naquela idade, eu torcia somente pelo Estudante Futebol Clube de Cajazeiras e não me interessava, ainda, em torcer por algum time do Rio de Janeiro.
Certo domingo à tarde, meu vizinho, o radialista Paulo Roberto da Silva (Jiquirí), filho do maestro Esmerindo Cabrinha, me convidou para ouvir o jogo do Vasco pelo Campeonato Carioca, pela onda da Rádio Globo.
Jiquirí foi o primeiro Controlista (hoje, Operador de Áudio) contratado da Difusora Rádio Cajazeiras, em 1964, ano da fundação dessa emissora. Ou seja, já são mais de 60 anos de vitórias e derrotas.
Naquela época, nas cidades do interior do Nordeste, havia jovens que torciam por um time do Rio de Janeiro e outro de São Paulo, ao mesmo tempo, porque os times dessas duas cidades eram grandes clubes, respeitados no mundo, assim como os times de hoje da Inglaterra, França, Espanha e Portugal. Isso porque o Brasil foi bicampeão mundial (1958 e 1962).
Aqui em Brasília, assisti a vários jogos do Vasco e tive a ideia de me associar, em 1976, época em que eu trabalhava no IBGE.
Por duas vezes fui ao Rio de Janeiro, em 1972 e 1978, mas não fui conhecer o Maracanã, nem o estádio do Vasco, São Januário, devido ao pouco tempo que fiquei na “Cidade Maravilhosa”.
O cajazeirense Joab Santos Albuquerque (Azul) foi contratado pelo Vasco da Gama, nos anos 1990, após ter jogado no Sambatuck e no Atlético Cajazeirense.