Quem cobra de deputados federais e senadores?

Há formas diferentes de cobranças e quem cobra é tão importante quanto o que cobrar. Existem cobranças pessoais por beneficiados políticos, cabos eleitorais. Estas envolvem troca de votos por emprego permanente, dinheiro vivo, rateio de propinas geradas em emendas parlamentares etc. Mas há favores, individuais e familiares, pagos com votos por gratidão. Condutas assim, de caráter pessoal, estão fora de meu radar.

Trato aqui de cobranças coletivas.

Foco, portanto, na alocação de recursos federais em projetos estruturantes para o desenvolvimento de Cajazeiras e região. Neste caso, quem deve cobrar? A sociedade civil organizada, grupos sociais representativos de minorias e a maioria que deve exigir firme posicionamento político-ideológico, frente à tentativa de tumultuar-se o sistema democrático.

E mais. Além da defesa intransigente da democracia brasileira, há o projeto que cuida com denodo o Nordeste, as camadas do andar de baixo, os grupos minoritários, historicamente, excluídos de políticas públicas, da defesa da soberania nacional e proteção de nossas riquezas, frente ao projeto que prega, abertamente, a subserviência a outras nações, ignorando o novo desenho geopolítico mundial.

Vejamos como votou Cajazeiras em 2022.

Pela ordem os dez mais bem votados: Aguinaldo Ribeiro (PP) 8.491, Murilo Galdino (Rep) 3.058, Wilson Santiago (Rep) 3.009, Wellington Roberto (PL) 1.619, Cabo Gilberto (PL) 1.432, Luiz Couto (PT) 1.315. (Todos eleitos). Os quatro não eleitos: Gobira (MDB) 1.287, Estela Isabel (PSB) 1.190, Pintado (PSC) 952 e Frei Anastácio (PT) 786.            

É óbvio que esses votos pesam pouco no total de cada eleito. Precisamos ter os pés no chão. O eleitorado da Paraíba, em 2026 (3.247.397) tem forte concentração em João Pessoa (18%) que, somado ao de Santa Rita, Bayeux e Cabedelo, sobe para 32%. Um terço! Junto com Campina Grande (9%) ultrapassa 40%!

E Cajazeiras?

Os 47.997 votantes representam 1,1%! A Região Metropolitana de Cajazeiras soma 145.157 eleitores, 4,5% do eleitorado da Paraíba. Hoje pesamos quase nada. No passado, não. O sucesso de Edme Tavares, por exemplo, ajudado pela máquina dos governos João Agripino e Ernani Sátyro, foi construir e manter bases sólidas na capital e outras regiões.  

Essa é a realidade atual.

Para ter legítima representação em Brasília precisamos de políticos que se imponham à nível estadual, por suas qualidades, pelas posições que assumam. Não apenas por ser esperto ao negociar troca de votos ou intermediar propinas!

Cajazeiras vive processo de real transformação.

Por isso, cabe a grupos da sociedade civil organizada cobrar compensações de quem, tendo sido votado aqui, assegure emendas destinadas a projetos viáveis estruturantes de serventia coletiva. (Pavimentação de ruas, veículos, postos de saúde não bastam). Quantos milhões os cinco primeiros deputados mais votados aqui (Aguinaldo, Murilo Galdino, W. Santiago, W. Roberto, Cabo Gilberto) destinaram de suas gordas e corruptas emendas para, por exemplo, o Projeto de Urbanização do Açude Grande? Perimetral Norte? Plano Diretor, Hospital Universitário?

As lideranças exigiram? Alguém cobrou? A forte mídia cajazeirense provocou?

Ainda há tempo!

Total
0
Shares
Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Related Posts