Caso ocorreu no bairro Pio X; 6º BPM abriu sindicância para apurar conduta dos policiais após denúncia de abuso de autoridade
Um pastor foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Cajazeiras na noite de terça-feira (14), após uma ocorrência de perturbação do sossego envolvendo o som de um templo religioso no bairro Pio X, na Zona Norte da cidade. O caso gerou versões divergentes entre a Polícia Militar e os fiéis.
Segundo a PM, a equipe foi acionada por volta das 19h35 para averiguar denúncia de som excessivo na Igreja Evangélica Pentecostal JCS. Ao chegar, os policiais orientaram o responsável a reduzir o volume. Conforme o relato policial, ele teria se recusado a cumprir a determinação e, durante a abordagem, proferido ofensas contra os agentes, configurando desacato. Diante da resistência, foi necessário o uso de algemas.
Já o pastor Leonardo Silva, em entrevista à TV Diário do Sertão, afirmou que baixou o som imediatamente. Segundo ele, um policial teria chamado uma irmã de “satanás”, e ao intervir, o agente o algemou sem resistência. “Não ofereci resistência nenhuma, não falei mal dele, apenas perguntei o motivo de ser preso. Ele me prendeu e me lançou dentro do camburão, na frente de quase 200 irmãos”, relatou.
Testemunhas confirmaram a versão do pastor. “O pastor baixou o som e mesmo assim eles algemaram ele. Ele chamou a irmã de satanás com muita fúria”, disse Josefa Leite. A idosa Vania Linhares afirmou ter entrado em pânico: “Se fosse uma festa mundana, não aconteceria”.
O comandante do 6º BPM, tenente-coronel Hugo, informou que o pastor formalizou denúncia na ouvidoria. O comando determinou a abertura de sindicância para apurar a conduta dos policiais. “Após a apuração interna, o comandante pode arquivar ou aplicar punição”, diz nota oficial.