Meus caros. Como costumo ler os livros de todos os matizes, abri meu exemplar do tristemente famoso livro Mein Kampf (Minha luta), de Adolf Hitler. Vendo um trecho, li o seguinte: “passaram também no fio da espada, consagrando-as ao extermínio”. Que horror! Mas eu apenas errei de livro, pois estou reproduzindo a nossa Bíblia Sagrada, mais precisamente no Livro de Josué, versículo 11. Mais adiante, no mesmo livro, versículos 22 e 23, fala na conquista de Gaza. Isso foi escrito há mais de 3.000 anos.
Era o Velho Testamento, a ideia de que o “povo escolhido” teria como base o DNA, e não a sua fé mais os seus atos aqui praticados, conceito modificado por Cristo, Paulo e, posteriormente, Maomé. O antigo “Javé dos Exércitos”, que, em tese, sempre favoreceria o povo judeu, mas, como temos visto ao longo da História, nem sempre assim foi, visto que, por diversas vezes, Javé permitiu que outros Exércitos invadissem e até destruíssem o Templo, por causa das iniquidades de seus governantes, como, por exemplo, Jeremias, a quem o rei nunca ouviu e, depois da invasão de Jerusalém pelos babilônicos, teve seus filhos degolados e, depois, teve seus olhos perfurados, ou os Romanos, que destruíram seu Segundo Templo, apesar dos avisos do crucificado e de Flávio Josefo pedir para que se rendessem; tiveram que pagar um preço terrível.
Cem anos depois, veio outra revolução e o Imperador Adriano escravizou e fez a conhecida diáspora, espalhando os judeus pela Europa em pequenos grupos.
Ao lado dos “Profetas Maiores”, Isaías, Jeremias, Samuel etc., existem, no Velho Testamento, os chamados “Profetas Menores”. Esses eram um total de 12. Entre eles, nada menos de 10 (dez) profetizaram contra Jerusalém. Falavam das iniquidades do povo dessa cidade e, naturalmente, do povo judeu. Ainda existe a lenda de que Jesus, sofrendo o supremo suplício da crucificação, teria dito: “Ai de ti, povo judeu, serás perseguido até a consumação dos séculos!” Passados esses dois mil anos, em toda a nossa história se têm notícias sobre os judeus sendo perseguidos. Espanha, Portugal, Rússia e seus pogroms e mais um monte de coisas. Eles estiveram na Holanda e no Brasil, onde fundaram a primeira sinagoga das Américas, mas, depois da restauração portuguesa, emigraram para a América do Norte e, segundo relatos, se estabeleceram na ilha hoje conhecida por Manhattan, onde fundaram, com outros holandeses, a cidade de Nova Amsterdam, que, depois de ocupada pelos ingleses, foi rebatizada de Nova York, como a conhecemos hoje. E muitos judeus europeus foram para a América do Norte, fugindo das perseguições dos países europeus.
No século passado, com a ascensão do Nazismo na Europa, os judeus, assim como outros povos: ciganos, Testemunhas de Jeová, comunistas etc., foram considerados inimigos do Estado e sofreram um dos maiores genocídios da História. O cidadão era assassinado pelo simples fato de ser judeu.
Depois da Grande Guerra, num movimento denominado de “sionismo”, vários judeus voltaram para a Palestina e formaram um Estado judeu chamado Israel, numa resolução da ONU no ano de 1948.
Mas nesse lugar havia, há milênios, os palestinos, um povo islâmico que lá residia, ao lado de cristãos e outras minorias. Mas os sionistas, baseados no que diz o Velho Testamento, bem como no conceito de os judeus serem “o povo escolhido”, ao que parece, não esqueceram nada, nem aprenderam nada. Praticam um “apartheid” muito pior do que o que foi praticado na África do Sul.
Ontem, um Secretário de Estado de Israel veio com uma declaração de que os palestinos de Gaza deveriam ser mortos. Isso mesmo, leitor: mortos. Pelo menos trinta por noite. Isso declarado por um representante de um Estado cujo povo foi vítima de um genocídio, anunciando que se deve praticar outro genocídio.
Existem terroristas em Gaza, por certo. Mas uma mulher, uma mãe de família, deve ser considerada “terrorista”? Uma criança nascida de um ventre de uma palestina nasce chorando ou atirando?
Assim sendo, pelo menos o governo de Israel, na minha opinião, deveria ser considerado genocida do mesmo modo que os nazistas o foram.
Não sou o melhor analista político, talvez seja o pior, mas vejo algo muito errado…