Back to Cajazeiras

Meus caros e raros leitores. Depois de um certo tempo em que estive fora de minha (nossa) cidade, retornei a Cajazeiras por conta da instalação da sede definitiva(?) de nossa Academia Cajazeirense de Artes e Letras, e Cajazeiras, no breve lapso de tempo em que estive ausente, não poderia, como não pode, mudar muito.

As mesmas coisas, quase exatamente no mesmo lugar. Antes, dei uma passada pela terra de meu avô paterno, Sousa, e apenas tive a notícia de que o antigo casarão de meu bisavô foi demolido e, em seu lugar, funciona um orfanato…

Mas, chegando a Cajazeiras, fico informado de que as contas da Câmara Municipal de 2023 foram aprovadas com ressalvas, e que a cidade está se preparando para o desfile anual comemorativo ao Dia da Cidade, no aniversário de seu vulto-mor, o Padre Rolim.

Muitas vezes me perguntam se eu não sou descendente de Padre Rolim. Eu sempre respondo que tenho a infelicidade de “não ser”, pois, diferentemente dos sousenses, nosso Padre Mestre obedeceu com rigor ao celibato e não gerou herdeiros, como o Padre Marques de Sousa o fez e que gerou uma numerosa prole de grandes e distintos descendentes, que dão um extraordinário exemplo à nação, e entre eles, governadores e até um Presidente da República, apesar de os sousenses tentarem esconder essa ascendência. Mas, de qualquer forma, ainda sou descendente de duas irmãs e um irmão de nosso Patriarca.

Mas nada disso importa. São coisas que remanescem no passado e aí devem ficar. O grande feito de Cajazeiras é sua obra pedagógica e seus continuadores, que, mesmo não tendo o DNA exato do fundador da cidade, compreenderam a extensão de sua obra e continuam a formar os futuros homens e mulheres que continuarão a conduzir nossa cidade. O ponto de partida já foi dado há quase dois séculos, mas sua obra continua, como se o nosso fundador vivo estivesse. E, em outras áreas, nós vamos avançando de qualquer forma. Temos que acompanhar o progresso da região e do país.

Então, sempre é bom vir a Cajazeiras, participar, ou mesmo só observar seu desenvolvimento. É quase um dever de filho da terra. E temos muitos outros que também assim o fazem. Serão bem-vindos. A hospitalidade nordestina também é uma característica de Cajazeiras, ou que cidade tem os “cajazeirados”, gente que aqui chegou e tanto se afeiçoou à terra, que se considera como um nativo.

São essas peculiaridades, entre outras, que nos distinguem das demais.

Seria redundante repetir os versos de nosso poeta-mor, Cristiano Cartaxo, mas digo, e com orgulho: “Minha terra natal é Cajazeiras!!!”

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