É hora de pacificar o país

A pequena diferença de votos entre os presidenciáveis e o avanço da direita no Congresso recrudesceram a guerra ideológica nas redes sociais. Tardiamente, Lula percebeu que precisava dialogar com os jovens para reverter o resultado das urnas. Para isso, recorreu à deputada mineira Ana Elisa, influencer de 21 anos, com quase 4 milhões de seguidores e conhecida por postagens extremistas. A reação foi imediata: acusações, ofensas e ameaças levaram à desativação de suas contas. Um tiro no pé.

Este fato denota claramente a alienação, a falta de percepção e o menosprezo da maioria dos brasileiros em debater e cobrar dos candidatos soluções para enfrentar os graves desafios que o país tem pela frente:

Economia: Em maio de 2026, a dívida bruta atingiu 81,1% do PIB, enquanto os juros consumiram R$ 1,1 trilhão em 12 meses, pressionando as contas públicas, encarecendo o crédito e desestimulando investimentos.

Educação: No PISA 2022, apenas 27% dos estudantes brasileiros atingiram o nível básico em matemática, contra 69% na média da OCDE, evidenciando graves deficiências de aprendizagem. A estagnação dos resultados, somada às desigualdades educacionais e à evasão escolar, compromete a formação de uma geração e limita as perspectivas de desenvolvimento do país.

Segurança: O Estado brasileiro perde terreno para o crime organizado. O poder paralelo avança sobre territórios e populações. Facções criminosas disputam e controlam áreas urbanas, exercem influência sobre presídios, impõem cobranças ilegais e exploram atividades econômicas ilícitas.

Entre os inúmeros problemas brasileiros, inclusive estes três listados, não vi, por parte desses dois candidatos medíocres, nenhum projeto consistente para mitigar os problemas ou buscar soluções. O que estamos vendo são propostas eleitoreiras de última hora, como aumento de benefícios sociais, fim da jornada de trabalho 6×1 e um temerário subsídio ao diesel e à gasolina.

É hora de pacificar o país. A sociedade não suporta mais a radicalização. O Brasil precisa de rumo, de um líder que construa um grande projeto nacional para recolocar o país na rota da paz e do desenvolvimento. Mas, para isso, temos que ensarilhar as armas do ódio, dialogar, buscar convergências e construir pontes. Tarefas que não cabem a um líder qualquer, mas a um estadista.

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