No dicionário do presidente Lula, não existe o verbo desistir. Ele é um guerreiro desde que nasceu. Retirante nordestino, ainda criança enfrentou as agruras da pobreza e encontrou na coragem e no destemor de sua mãe, dona Lindu, a principal referência para vencer as dificuldades. Mulher analfabeta, ela assumiu a enorme responsabilidade de criar e educar os filhos, preparando-os para enfrentar as adversidades da vida sem se desviarem do caminho da dignidade.
Lula não teve o privilégio de estudar em escolas particulares nem de frequentar uma universidade. Sua formação aconteceu, sobretudo, na escola da vida. Tornou-se um autodidata, construindo sua personalidade, seu caráter e sua visão de mundo na luta cotidiana pela sobrevivência e na convivência com os trabalhadores brasileiros.
Hoje, participa de encontros e debates com grandes autoridades internacionais, dialogando sobre os mais diversos assuntos. Sua trajetória demonstra que o conhecimento não se adquire exclusivamente nos bancos universitários. A experiência, a capacidade de ouvir, a disposição para aprender e o contato com a realidade também são fontes valiosas de formação. Lula venceu os primeiros desafios de sua vida, apesar dos obstáculos que pareciam destinados a limitar seu futuro.
Ao assumir a liderança da classe trabalhadora brasileira, ousou disputar a Presidência da República. Para muitos, naquela época, sua candidatura parecia um atrevimento. Afinal, como um operário, sem diploma universitário e sem a trajetória tradicional das elites políticas, poderia chegar ao comando do país?
Lula enfrentou o preconceito, disputou três eleições presidenciais consecutivas sem conseguir vencer e, ainda assim, não desistiu. Persistiu porque acreditava ter uma missão: colocar os pobres no orçamento público e enfrentar as desigualdades históricas de um Brasil marcado por privilégios e exclusões.
Em 2002, conquistou sua primeira vitória presidencial e a confiança de milhões de brasileiros. Depois, foi reeleito em 2006. Em 2018, impedido de concorrer enquanto estava preso, ficou fora da disputa. Em 2022, voltou às urnas e conquistou seu terceiro mandato presidencial, um feito histórico na política brasileira.
Antes disso, sua trajetória havia sido interrompida por uma condenação judicial e pela prisão no âmbito da Operação Lava Jato. Lula permaneceu encarcerado por 580 dias. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal anulou suas condenações, e decisões da Corte reconheceram a parcialidade do então juiz Sergio Moro no processo do tríplex do Guarujá.
Sua história, portanto, é marcada por derrotas eleitorais, perseguições que ele e seus apoiadores denunciam, obstáculos judiciais e recomeços. Mas também pela capacidade de persistir quando muitos acreditavam que sua caminhada havia chegado ao fim.
É essa a marca de sua trajetória: cair, levantar e continuar lutando. Porque, para Lula, desistir nunca foi uma opção. A história ainda está sendo escrita, mas sua caminhada já demonstra como alguém que nasceu entre as dificuldades da pobreza pôde chegar à Presidência da República e transformar a própria vida em parte da história política do Brasil.
Não baixou a cabeça quando o resultado do primeiro lhe conferiu uma quantidade de votos um pouco menor do que seu adversário. Não se abateu com isso. Decidiu resistir e convocar a população brasileira a refletir sobre este momento histórico, sabendo que as circunstâncias estão colocando sobre seus ombros a responsabilidade de livrar o Brasil de voltar a viver uma tragédia politica e social.
O povo ocupou as ruas provocado pelo movimento espontâneo da juventude, e hoje já se percebe que vai conquistar uma virada eleitoral inédita a história republicana do país.
Quem tem a força da resistência e da coragem de lutar pelo que acredita ser capaz de fazer, conquista vitórias. No dia 25 de outubro vai ser TETRA, para o bem do Brasil.