José Nilson Batista Cartaxo é o nome do nosso saudoso palhaço Bolinha, que durante anos, todos os dias, andava pelas ruas de cajazeiras, vestido a rigor de palhaço e que morreu muito jovem, com 48 anos. Era um homem simples, humilde e solidário.
Definia-se como sendo o “palhaço totalmente digital”. Um sonhador desses que nessa vida plantou risos, muitas amizades, alegrias e encantamentos. Era, nos aniversários, quem animava as festas: um menino brincando com outros meninos.
E, assim, ele mimava a sua criança interior. É o que fazem todos os palhaços como diz o saudoso poeta Otacílio Batista em seu poema “Palhaço que Ri Chora”.
Para Bolinha, falecido em 15/06/2012 esses versos:
Não se apaga da lembrança,
aquilo que existira todo dia:
traduzindo carinho e alegria,
vistos no sorriso da criança.
Refiro-me a viva bonança
espalhada com brilho e folia:
vinda d’um palhaço que todo dia
da vida, fazia bela festança!
Fosse mágoa ou sentimento
outro, que cause amargor.
Nada temia, pois sua fé
Vinha de Jesus o Salvador.
Afugentava a solidão,
plantava riso e candura
despedia-se da amargura
pra encher de amor o coração.