Serei resistência até o fim. Perdemos uma batalha, não a guerra. É hora de recomeçar a caminhada, com mais garra, mais entusiasmo e mais determinação, porque a causa em que acreditamos é nobre.
O Brasil ontem deu um passo que considero preocupante. Precisamos, a partir de agora, trabalhar para que o país não retroceda em conquistas que levaram décadas para serem construídas.
Não podemos permitir que o autoritarismo, o desprezo pelas políticas sociais, a submissão dos interesses nacionais a potências estrangeiras, a entrega de nossas riquezas, o ódio contra quem pensa diferente e a intolerância religiosa voltem a fazer parte da vida brasileira.
Nada está definitivamente perdido. A democracia continua sendo uma construção cotidiana, e cada cidadão tem o direito e, sobretudo, a responsabilidade de participar desse processo, defender suas convicções e lutar pelo país em que acredita.
Os debates entre os dois candidatos ainda proporcionarão uma oportunidade importante para que os brasileiros conheçam melhor suas propostas, suas posições e suas diferenças. Caberá a cada eleitor ouvir, refletir e decidir de acordo com sua consciência.
Eu continuo acreditando. Não existe, no meu dicionário, a palavra desistir. A derrota eleitoral de ontem não apaga nossas convicções nem encerra a nossa participação na vida pública.
É hora de seguir em frente, com serenidade, coragem e determinação. A luta democrática continua.