Aos 65 anos, o velho Colégio Estadual de Cajazeiras — hoje denominado Escola Estadual Professor Crispim Coelho — completa mais um aniversário com a dignidade de quem formou gerações. Fundado em 21 de maio de 1961, o estabelecimento nasceu de uma luta que envolveu estudantes e o então vice-prefeito Abdiel de Souza Rolim. Na Assembleia Legislativa, o deputado Acácio Braga Rolim apresentou o projeto de lei, aprovado e sancionado pelo governador Pedro Gondim. Sem sede própria, a escola funcionou por três anos no Colégio Dom Moisés Coelho.
Em 1963, no governo de João Agripino, o prefeito Francisco Matias Rolim doou o terreno e a sede foi construída. Em 1978, um decreto-lei do deputado Edme Tavares denominou o colégio como Professor Crispim Coelho, em homenagem ao educador cajazeirense. Eu estudei aí entre 1984 e 1987 e não fui o único: milhares de cajazeirenses e sertanejos passaram por suas salas.
O colégio foi o primeiro público da cidade a oferecer ensino fundamental e médio (na época, 1º e 2º graus) para filhos de trabalhadores. Seus corredores viram festivais de poesia, jornais estudantis, festivais da canção, feiras de arte e um efervescente movimento estudantil. Hoje, com quase 10 mil metros quadrados, 12 salas de aula, biblioteca, laboratórios, auditório e quadra coberta, atende mais de 1.000 alunos. Muitos dos que brilham na política, economia, educação e cultura sertanejas têm orgulho de ter passado por ali. O Colégio Estadual segue em pé. E ensinando.