O depoimento de Regina Celestino da Silva à TV Diário do Sertão trouxe um novo ângulo à polêmica envolvendo a prisão do pastor Leonardo Silva, da Igreja JCS, no bairro Pio X, em Cajazeiras. Segundo ela, o religioso mentiu ao acusar os policiais de abuso, truculência e intolerância religiosa durante a ocorrência na noite de terça-feira (14).
Regina afirma que há oito anos tenta convencer o pastor a reduzir o volume do som durante os cultos. “Quando ele ligou o som, minha casa começou a estremecer”, relatou. Ela diz que o pastor sugeriu que ela conversasse com um traficante da localidade e que, durante a abordagem, ele desafiou os policiais. “Ele que foi pra cima dos policiais. Em momento algum a polícia foi agressiva”, acrescentou. Ela pretende acionar o Ministério Público.
A versão de Regina contrasta com a nota da APEP e da OMEBE-PB, que repudiaram a prisão e classificaram a ação como “truculência, abuso e intolerância religiosa”. As entidades cobram apuração da Corregedoria da PM. O pastor foi liberado após depoimento.