Destino: festas juninas

Este é o nome do sugestivo e oportuno projeto do Ministério do Turismo (MTur), lançado nesta quarta-feira (17). Trata-se de uma iniciativa inédita que visa dar visibilidade nacional aos eventos juninos, atualmente de caráter regional, buscando atrair visitantes de todo o país e transformar essas festas em um produto turístico estratégico, indutor do crescimento econômico e capaz de consolidar a identidade cultural brasileira.

Originárias da Europa, as festas juninas surgiram como uma celebração pagã. Com o advento do cristianismo, porém, a Igreja Católica incorporou esses eventos, vinculando-os a três santos celebrados em junho: Santo Antônio (13), São João (24) e São Pedro (29).

Trazidas para o Brasil pelos colonizadores portugueses no século XVI, as festas juninas se mesclaram às tradições indígenas e africanas, tornando-se uma celebração única. Dos portugueses herdamos as fogueiras e os balões; dos africanos, os ritmos musicais e as danças populares; e dos indígenas, as comidas típicas à base de milho, como canjica e pamonha.

Esse projeto inédito e ousado do MTur é apresentado na forma de uma websérie e de uma série de rádio, já disponíveis nas redes sociais da instituição. Ele narra histórias e bastidores de heróis anônimos, como artistas populares, músicos, artesãos, cozinheiros, trabalhadores da economia criativa, pequenos comerciantes e produtores de eventos. São personagens que mantêm vivas as tradições culturais e impulsionam a atividade turística como motor econômico.

Foram eleitos cinco dos principais destinos juninos do Nordeste: Campina Grande (PB), Caruaru (PE), Mossoró (RN), Maracanaú (CE) e Petrolina (PE). A expectativa para este ano, segundo o MTur, é que essas cidades recebam, juntas, mais de 10 milhões de visitantes durante o mês de junho, gerando um impacto econômico estimado em R$ 2,4 bilhões.

No topo da lista aparece Caruaru (PE), que espera receber mais de 4 milhões de visitantes, injetando cerca de R$ 816 milhões na economia local. Campina Grande (PB) projeta receber 3,5 milhões de visitantes e movimentar aproximadamente R$ 800 milhões. Em Maracanaú (CE), a expectativa é reunir cerca de 2,7 milhões de participantes e gerar mais de R$ 100 milhões em movimentação econômica. Já Mossoró (RN) aguarda 1,2 milhão de visitantes e um impacto econômico de aproximadamente R$ 360 milhões. Em Petrolina (PE), a previsão é de mais de 1 milhão de participantes e uma movimentação econômica de R$ 325 milhões.

O ministro do Turismo, o paraibano Gustavo Feliciano, classifica as festas juninas como “uma engrenagem de cultura e desenvolvimento, que beneficia desde o público e a hotelaria até o artesão e o vendedor ambulante, demonstrando que cultura, turismo e desenvolvimento podem caminhar juntos”.

Enfim, vencidos os desafios logísticos relacionados a aeroportos, rodoviárias, mobilidade urbana e capacidade de hospedagem nessas cidades, as festas juninas têm potencial para se consolidar como um dos mais importantes produtos turísticos e culturais do Brasil.

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