Meus caros leitores, se é que existem, pois, na última vez em que estive em Cajazeiras, não encontrei meu texto publicado no Gazeta. Mas, como um católico que vai à missa todo domingo, continuo a escrever minhas linhas, esperando que alguém as leia.
Vendo a situação das outras eleições de nosso subcontinente, noto que, sistematicamente, a extrema-direita tem vencido em todos os países, com seus candidatos caricatos. Nada mais natural do que os EUA desejarem que o maior país da América do Sul também fique governado por um de seus vassalos, por mais idiota que ele seja.
O caso do Banco Master, em que os maiores nomes do bolsonarismo estavam no meio do caso, sequer foram notificados, enquanto o filho do presidente foi, conjuntamente com um ministro do STF, um dos únicos indicados como culpados pela CPI. Todos ouvimos os pedidos de Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro para conseguir milhões de dólares para o filme em que seu pai aparece como Jesus Cristo. Ou que o candidato a vice, Ciro Nogueira, trabalhando para aumentar o Fundo Garantidor de Crédito de R$ 250 mil para R$ 1 milhão; dinheiro nosso que vai ser usado para pagar correntistas daquele banco, o maior escândalo financeiro do país, é tratado com discrição pela grande imprensa, bem como pelos algoritmos que “censuram” as redes sociais, derrubando quase todos os sites que defendem a isenção nas apurações.
Temos o fato de que o caso do Banco Master tinha como relator o ministro Dias Toffoli, mas, depois de uma intensa campanha contra ele e sua família, ele renunciou, e agora o caso está com o ministro André Mendonça, um indicado pelo presidente Bolsonaro. Que retirou as equipes da Polícia Federal que estavam a investigar, e o caso das conversas de Flávio Bolsonaro somente veio à luz por meio do The Intercept. E o ministro não pode varrer o caso para debaixo do tapete, como fez com os documentos coletados por Toffoli na busca em Curitiba.
Na presidência do TSE temos outro ministro indicado por Bolsonaro, no caso, o ministro Kassio Nunes Marques, em nada parecido com Alexandre de Moraes. Não vamos esperar imparcialidade nessa eleição que tem como presidente do TSE um ministro indicado por Bolsonaro.
Assim sendo, e tendo em vista que toda a nossa sociedade está dividida e o governo meio engessado pelo Legislativo, uma vitória da extrema-direita, mesmo essa que, a toda hora, prova ser o maior cabo eleitoral da reeleição do atual presidente, não só pode ganhar a eleição, mas, se o candidato fosse um Tarcísio de Freitas, seria favorita.
Espero que tenham festejado as festas juninas da melhor forma possível, que hoje não têm mais fogueira nem balões, e estão a proibir fogos para que não ofendam os ouvidos sensíveis dos nossos pets.
Fico.