Banca de jornais de Chico Bembem, em Cajazeiras, nos anos 1960

Localizada em cima da calçada, na lateral das Casas Pernambucanas, na Praça João Pessoa, eu sempre passava por lá somente para ler as manchetes das revistas: O Cruzeiro, Manchete, Amiga, Contigo, Revista Sétimo Céu, Revista do Rádio, Revista do Esporte e, também, dos jornais da Paraíba: O Norte, A União, Correio da Paraíba e Diário da Borborema.

Eu não tinha dinheiro para comprar nenhuma revista ou jornal, mas lia a Revista do Esporte, porque o radialista da Difusora Rádio Cajazeiras, Jota Gomes (Badin), comprava e, após ler, ele me emprestava para eu, também, ler, juntamente com meu irmão Toinho.

Chico Bembem era casado com Diana e, tempos depois, eles se separaram, mas ela ficou com a banca. Até os dias de hoje, Diana continua trabalhando nesse ramo, com sua banca localizada na Praça dos Carros, em frente à Farmácia Cruz Vermelha.

Lembro-me, ainda, que João de Manezinho tinha uma bicicleta e, no bagageiro, ele fixou uma caixa de madeira. A partir dessa ideia, ele pedalava pelas ruas de Cajazeiras, pedindo revistas usadas no comércio e nas casas dos ricos da cidade e, quando o bagageiro estava quase cheio, ele se dirigia para a calçada, ao lado da sinuca de Zé Elizeu, onde colocava as revistas em cima de um pano estirado no chão, para vendê-las.

Aqui em Brasília, meu irmão Eduardo e seu sócio-amigo, o paulista Alcindo, tinham uma banca de jornais e revistas na Avenida W3 Sul, a principal de Brasília. Tempos depois, eles se desfizeram da sociedade, quando Eduardo foi trabalhar em outra atividade. O senhor Sebastião Almeida, ex-sogro do meu filho Ivaldo, também tinha uma banca de jornais e revistas na Asa Norte, endereço central daqui de Brasília.

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