Cajazeirenses e cajazeirados na fila da bilheteria do Cine Éden, antigamente

Nas noites de sábado e domingo, era sinal de casa cheia, com grandes exibições de filmes e cartazes anunciando as próximas atrações. Próximo à entrada, à direita, funcionava a bilheteria, com sua janelinha e, à frente dela, uma barra de ferro para impedir que alguém (furão) furasse a fila na hora de comprar o ingresso.

O final da fila, aos sábados e domingos à noite, chegava até a porta de saída do cinema, com lotação máxima. Pessoas que chegavam atrasadas ou de última hora compravam ingressos do cambista, que ficava um pouco distante da entrada do Éden, mas cobrava um pouco mais caro. O cambista era Leocádio Moreira, irmão de Blu Moreira.

Na frente do cinema ou nas proximidades, havia vendedores ambulantes, a exemplo de seu Tinino, um senhor negro, magro e alto, sempre com um sorriso no rosto, de jeito simples e gente boa, que vendia pipoca doce e salgada. Havia, ainda, vendedores de roletes de cana, amendoim torrado e pipoca.

Na parte externa havia uma marquise ou laje e, em cima dela, uma tabuleta grande, horizontal, com muitas lâmpadas ao seu redor, que iluminavam o cartaz do filme em exibição. Após a entrada, havia cartazes fixados nas paredes, dentro de molduras grandes, anunciando os filmes que seriam exibidos dias depois.

Os filmes exibidos no Cine Éden eram enviados pela empresa Pernambuco Films, que mantinha intercâmbio com Carlos Paulino, dono do cinema.

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