Cajazeirenses e cajazeirados, desde épocas passadas, já viajaram ou viajam para países do mundo todo, a passeio, para estudar ou morar. Padres brasileiros têm como referência Roma, na Itália, para estudar e, tempos depois, voltam para o Brasil, onde assumem a administração de dioceses e paróquias, a exemplo dos padres Dom Zacarias Rolim de Moura, Gervásio Queiroga, Antônio de Souza Sobrinho, José Loureiro Lopes e tantos outros.
Cajazeirenses que moram no estrangeiro: a atriz Anne Di Lira reside na Suíça. É filha de Chicão da Merendinha e de Socorro Rocha. O filho de seu Yoyô mora na Grécia, entre outros. A passeio pelo mundo afora, Maria Vilmar Rolim, filha de seu Valdemar Rolim, sempre posta fotos suas no Facebook com seu esposo, Martos Xavier.
Eu fui para o estrangeiro várias vezes. No ano de 1982, consegui viajar pela primeira vez para o exterior. A partir daí, viajei outras vezes. Vou explicar melhor.
Quando me casei, em 1980, minha esposa, Iracema, tinha três irmãs e um irmão que moravam nas cidades de Batayporã e Nova Andradina, ambas no Mato Grosso do Sul, cidades próximas uma da outra por dez quilômetros. Essas duas cidades ficam localizadas a trezentos quilômetros de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, que faz divisa com a cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Ou seja, fui ao Paraguai fazer compras e passear várias vezes.
O que divide essas duas cidades é um canteiro central. Do lado do Brasil está a Avenida Marechal Floriano e, do lado paraguaio, a Avenida Dr. Francia. Essa cidade e Ciudad del Este, no Paraguai, que faz divisa com Foz do Iguaçu (PR), são os maiores centros de compras da América do Sul.
Na minha primeira ida ao Paraguai, após fazer as compras, fui almoçar. Mas, antes, pensei: vou beber uma cachaça estrangeira pela primeira vez. Chamei o garçom e falei para ele:
— Senhôre, mi dare uma têquila!
Falei com sotaque, imitando o paraguaio falando castelhano. Eis que ele me trouxe uma Cachaça 51, marca brasileira de Pirassununga.
Aí, falei para ele:
— Senhôre, erra carraça é brarrilêra, quiéro uma ertranrrêra.
Ele me respondeu:
— Senhôre, ela é ertranrrêra aqui no Paraguaíto.
Caí na gaitada, e ele tinha razão.